Bom, depois de 30 minutos consegui chegar ao final do capítulo 5. Percebi que meu desespero inicial não me impediu de compreender o que a autora pretendia discutir: justamente a dificuldade e a abstração necessária para que crianças (ops, será que só as crianças passam por isso?) possam compreender o processo de formação das palavras. Portanto, tirando as 3 primeiras páginas de leitura bem complexa ( na minha opinão de pessoa não formada em Letras), as outras páginas foram bem tranquilas. Depois de apresentar essa primeira parte desnorteadora, Marina Yaguello procura problematizar a percepção que os locutores têm da língua, e afirma que o nível de compreensão da formação das palavras depende do nível de educação e do conhecimento das raízes gregas e latinas e das palavras importadas (corcordo plenamente! preciso estudar latim e grego agora).
Para finalizar o capítulo ela fala sobre neologismo (criação de uma palavra ou expressão nova - nossa, meu vocabulário vai ficar maravilhoso depois desse texto). "Ele (neologismo) florece principamente onde não é reprimido pelas instâncias acadêmicas, isto é, na gíria e na linguagem familiar e popular." Ela cita o mot-valise como um tipo especial de neologismo. O mot-valise é uma amálgama ( uma palavra composta pela fusão de morfemas ou palavras truncadas), geralmente formada pela junção de duas palavras,uma perdendo a parte final e a outra a parte inicial, como por exemplo portunhol. Pode ser invenção de escritores, poetas (Lewis Carroll foi um grande inventor de neologismos) ou de um indivíduo isolado e que pode acabar caindo no uso cotidiano.
O final do post nem ficou muito bom, mas pelo menos aprendi o que são palavras amálgamas ...
Bibliografia é sempre bom ne?
Yaguello, Marina. Alice no país da linguagem: para compreender a linguística. Lisboa, 1991. (faltou a editora, eu sei, mas isso aqui não é um trabalho acadêmico)
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