domingo, 1 de maio de 2011

Serrar as palavras. Alice no país da linguagem

Bom, depois de 30 minutos consegui chegar ao final do capítulo 5. Percebi que meu desespero inicial não me impediu de compreender o que a autora pretendia discutir: justamente a dificuldade e a abstração necessária para que crianças (ops, será que só as crianças passam por isso?) possam compreender o processo de formação das palavras. Portanto, tirando as 3 primeiras páginas de leitura bem complexa ( na minha opinão de pessoa não formada em Letras), as outras páginas foram bem tranquilas. Depois de apresentar essa primeira parte desnorteadora, Marina Yaguello procura problematizar a percepção que os locutores têm da língua, e afirma que o  nível de compreensão da formação das palavras depende do nível de educação e do conhecimento das raízes gregas e latinas e das palavras importadas (corcordo plenamente! preciso estudar latim e grego agora).

Para finalizar o capítulo ela fala sobre neologismo (criação de uma palavra ou expressão nova - nossa, meu vocabulário vai ficar maravilhoso depois desse texto). "Ele (neologismo) florece principamente onde não é reprimido pelas instâncias acadêmicas, isto é, na gíria e na linguagem familiar e popular." Ela cita o mot-valise como um tipo especial de neologismo. O mot-valise é uma amálgama ( uma palavra composta pela fusão de morfemas ou palavras truncadas), geralmente formada pela junção de duas palavras,uma perdendo a parte final e a outra a parte inicial, como por exemplo portunhol.  Pode ser invenção de escritores, poetas (Lewis Carroll foi um grande inventor de neologismos) ou de um indivíduo isolado e que pode acabar caindo no uso cotidiano.

O final do post nem ficou muito bom, mas pelo menos aprendi o que são palavras amálgamas ...

Bibliografia é sempre bom ne?

Yaguello, Marina. Alice no país da linguagem: para compreender a linguística. Lisboa, 1991. (faltou a editora, eu sei, mas isso aqui não é um trabalho acadêmico)

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